terça-feira, 4 de março de 2008

DUAS CARAS

DUAS CARAS [parte 1]

Continuando com as indignidades em programas televisivos resolvi fazer um mini-apanhado com histórias que INCANSAVELMENTE se repetem em novelas. Como os autores acham que nós temos Alzheimer ou que estes temas são interessantíssimos, vamos a revolta.

IRMÃOS GÊMEOS – Seja com Ruthinha e Raquel de Mulheres de Areia, como Taís e Paula em Paraíso Tropical ou até mesmo Léo e Lucas de O Clone (tá certo que era clone e não gêmeo, mas o princípio é o mesmo). Sempre tem um bonzinho e um malzinho; Nem sempre o mau é só mau e o bom é só bom - já que nossos amados dramaturgos leram Maquiavel - mas o mais importante é que os gêmeos só mudam na personalidade mesmo. Colocam um artista pra fazer os dois e VEJA VOCÊ não há absolutamente nada que os diferencie. Talvez o estilo de roupa, o penteado... Mas fisicamente eles têm pinta na mesma perna . A voz é idêntica e ninguém, nem o marido da pessoa (!) percebe que a esposa depila a virilha de outro jeito. É triste.

ESPÍRITOS – Tem espírito de mãe, de ex-marido, de escravo WHATEVER, Sempre tem um morto que não descansa. A Viagem, exemplo máximo do Gasparzinho novelístico, deixou legado. Mais recentemente em “Páginas da Vida” a Fantasma Nanda quebrava vaso, sacudia a cortina, deixava a mãe maluca e depois dava um sorrisinho dentro de um camisolão ridículo. Quando eu morrer me recuso a usar camisolão branco; Quero ser enterrada de lingerie Victoria's Secret, com um lindo vestidinho Dior, usando sapatos Prada e com uma bolsa Gucci do tamanho do meu tórax.

MUDANÇA DE IDENTIDADE – Ferraço não é o primeiro a ter essa brilhante idéia. Nem todos os outros que sumiram e depois voltaram com outro nome. Até a novela ROSALINDA do SBT tinha isso. Pelo menos ele não só mudou a maquiagem e deixou o cabelo crescer, o nosso Conde de Monte Cristo pós-moderno fez uma rinoplastia que, obviamente, fez TODA a diferença. É Lógico, vc reconhece uma pessoa pela cor de cabelo e tamanho de nariz que ela tem. Se for loiro com outro nariz, já sabe: é outra pessoa.

Esse post terá continuação um dia.
Valeu, Brasil.

4 comentários:

Rodrigo Menezes disse...

Hahaha
Isso é bem verdade. Desde que eu notei que não iria fazer mais diferença assistir ou não as novelas novas (porque eu já tinha visto os temas over and over and over), eu parei.

Sempre tem um triangulo amoroso, uma criancinha no meio, a disputa social, e algum caso polêmico.

E tudo acaba da mesma forma, não sei pq todo o suspense.

Por essas e outras eu prefiro seriados. Se bem que até eles estão ficando meio previsíveis... =\

Patricia disse...

Ai, morrir, amicam!
Adorei tudo.

Novela, acho que saí dessa vida. Não tô com muito saco pro Juvenal Antena. E pô, a única coisa diferente que tinha na novela - a tal da Alzira se acabando de dançar no queijo - a Grobo vai e corta? Sacanagem!


Mas só eu reparei que o Ferraço operou tudo e ficou com a mesma cara?
Acho que ele trocou de sexo e nem avisou.

Wolf disse...

Novelas são o ápice da expressão de um povo, sua arte, seus costumes, sua identidade.

Ou isso, ou a Globo tá de zoação com a nossa cara faz tempo (Y)

Alguém precisa lembrar eles que tem um tempinho que a gente saiu da metade do século XIX...

Beth Balanço disse...

Blog sobre o Universo Feminino de uma perspectiva divertida e real! Sinta-se a vontade, e por favor, ENTRE SEM BATER.


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